
Carine Roitfeld, ao longo destes 10 últimos anos de sucesso à frente da Vogue Paris (é curioso ver como ser uma capital da moda influencia a importância de uma capa: Paris e não França…), conquistou um lugar especial no mundo da moda e do coração de todos (ou quase) os fashionistas.
A revista Máxima (portuguesa) publicou na sua edição de Junho a entrevista que a ex directora cedeu à revista Der Spiegel.
Ao longo da entrevista senti-a desgastada, e talvez um pouco cansada, de um mundo que parece ser tão fantástico quanto fatigante e cruel. Mas… as palavras que mais marcaram?…
“Dantes tinha mais graça, mas hoje em dia é só dinheiro, resultados e grandes negócios.” ;
“As modas actuais não deixam tanto as pessoas sonhar como dantes.”
Agora?
“Os clientes compram objectos, não sonhos.”
Não é que não tenha pensado no assunto! “A pressão criativa sobre os designers actuais!” Manter um código genético de uma marca, criar para vender, pois nem só de arte vive uma casa, editar, competir, rivalizar…
Mas quando li estas palavras encontrava-me num espírito de fantasia, (como sempre que abro uma revista de moda!…) e fui invadida pela sensação da criança que descobre que o pai natal não existe!
ESTILO é a afirmação pessoal e a evidenciação do que em nós há de melhor. Mas MODA, para mim, ainda é sonho, fantasia, e exuberância! Uma extenção da nossa sociedade que conta uma história, transmite ideias e formas de estar. E… é arte!… Não?
Só quero ver a luz na aurea desse universo, não tão à parte dos mortais quanto isso!
Mesmo que não saiba quem é a Carine Roitfeld, Anna Wintour, Karl Lagerfeld, etc e tal, não compre nas melhores casas de nomes e preços extravagantes, a moda faz parte do seu dia a dia, e não adianta renegá-la! É cultural! É social…